BILINGUISMO OU IMITAÇÃO DE UM NATIVO?
UMA ANÁLISE DE VÍDEOS PRODUZIDOS POR “PROFESSORES DE INGLÊS” A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA HOLÍSTICA E DECOLONIAL
DOI:
https://doi.org/10.47295.1646Palabras clave:
Bilinguismo, Preconceito Linguístico, Decolonidade, DesestrangeirizaçãoResumen
Este artigo analisa vídeos produzidos por nativos norte-americanos de língua inglesa que, ao se autointitularem professores de inglês, propõem-se a ensinar inglês no YouTube. Os dados da análise proposta neste estudo resultam de excertos de transcrições de três vídeos, nos quais esses “professores”, que não possuem, necessariamente, conhecimentos teóricos adequados e formação acadêmica necessária para o exercício da profissão docente que “ser professor de inglês exige” (Cordeiro e Duarte-de-Santana, 2021), apresentam o nativo de língua inglesa, ou seja, eles mesmos, como o centro do processo de aprendizagem de uma segunda língua (L2) e, portanto, modelo a ser seguido/imitado. Assim, ao longo deste artigo, aventamos sobre o Bilinguismo e o Biculturalismo (Grosjean, 2008, 2013); a Desestrangeirização da Língua Inglesa (Anjos, 2019); o Preconceito Linguístico (Bagno, 2000); bem como sobre a Decolonialidade (Machado, Delfino e Rodrigues, 2021; Alvarado e Lozada, 2016) enquanto perspectivas teóricas válidas para se repensar os processos de ensino e aprendizagem de língua inglesa na contemporaneidade. A partir das análises realizadas (Bardin, 1977; Moraes, 1999) foi possível observar que a não-formação acadêmico-profissional desses nativos norte-americanos, os quais se autodenominam “professores de inglês”, contribui para a reprodução de crenças (Barcelos, 2006) acerca da aprendizagem da língua inglesa, a exemplo daquela que sugere que um aprendiz ou usuário de uma segunda língua deva ser a imitação ou sombra de um falante nativo (Cook, 2013).
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