Vozes épicas em Solo para vialejo, de Cida Pedrosa
DOI:
https://doi.org/10.47295/mren.v14i2.2386Palabras clave:
Épico, Literatura, Modernidade, Narrador, ColetividadeResumen
Este artigo analisa a configuração das formas épicas no poema Solo para Vialejo, de Cida Pedrosa. Por meio de pesquisa bibliográfica, e utilizando o método dialético, adotamos as teorizações de Platão (2001), Aristóteles (2011), Hegel (2004), Rosenfeld (1997) e Hansen (2008), para observar como a obra desestabiliza as formulações das epopeias clássicas ao deslocá-las para um território de enunciação poética comprometido com o Eu e o Outro, referendando a memória, a resistência e a coletividade. Neste sentido, referendamos como categoria analítica o narrador, que se alterna entre a terceira e a primeira pessoa, revelando uma arquitetura polifônica que funde a voz individual à coletiva. Essa alternância contesta o modelo clássico das epopeias e instaura um “nós” poético que cumpre uma manifestação ética ao restituir voz a sujeitos e etnias que foram historicamente silenciados. Concluímos que Solo para Vialejo atualiza as concepções dos épicos ao articular tradição e ruptura, instaurando poeticamente uma narrativa de resistência enraizada nas lutas dos sujeitos e grupos subalternizados.
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