CORPO-CASA-TELA
Poéticas do sensível e intersecções entre o corpo, o tempo e a casa
Keywords:
corpo, casa, comunicação, cartografias visuaisAbstract
O artigo propõe uma passagem pelos conteúdos teóricos, refletindo sobre o corpo como casa utópica e tela espiralar, compreendido enquanto território estético e político de inscrição de memórias e sensibilidades. Partindo de conceitos e pensamentos que articulam a noção de “corpo-casa” como utopia e heterotopia (Michel Foucault), espaço onde o sujeito habita, inscreve e é inscrito e de “corpo-tela” como performance do tempo (Leda Maria Martins), movimento espiralar que desestabiliza linearidades e abre caminhos para outras temporalidades. Nesse sentido, o corpo não é apenas objeto de representação, mas sujeito que se desenha e se escreve em camadas, espirais e fragmentos, oscilando entre o íntimo e o político, o visível e o indizível, revelando modos de existência e evocando o corpo-casa-tela como um espaço heterotópico, híbrido, em transformação. Um lugar outro. Um corpo possível.
