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Sobre a Revista

Sertão História - Revista Eletrônica do Núcleo de Estudos em História Social e Ambiente tem como missão contribuir para o debate teórico e a difusão das pesquisas em História e áreas afins, bem como democratizar o acesso ao conhecimento científico.

Podem publicar graduados, estudantes de pós-graduação lato e stricto sensu (mestrado e doutorado), mestres e doutores. Estudantes da graduação podem ser coautores, não podem submeter como primeiro autor. 

Na avaliação de periódicos da Capes referente ao quadriênio 2021–2024, Sertão História foi classificada no estrato B3, conforme divulgado na Plataforma Sucupira.   

A revista não cobra nenhum tipo de taxa para publicação. 

Este é um periódico de acesso aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente, sem custos para o usuário ou sua instituição. Os usuários têm permissão para ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular aos textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outro propósito legal, sem pedir permissão prévia do editor ou do autor. Isso está de acordo com a definição de acesso aberto da BOAI.

Sertão História é um períodico semestral, eletrônico, do Núcleo de Estudos em História Social e Ambiente - NEHSA,  vinculado ao Laboratório de Pesquisa em História Social (LABORE), da Universidade Regional do Cariri. 

A revista aceita artigos e resenhas em fluxo contínuo, em temas livres e nos dossiês temáticos.  

ISSN  2764-3956

Indexadores: Latindex , Diadorim, Livre, Latin Rev,  ROAD (Directory of Open Access scholarly Resources). 

As normas para submissão estão no link submissões.  

Sertão, um "outro" geográfico:

"Na verdade, o sertão não é um lugar, mas uma condição atribuída a variados e diferenciados lugares. Trata-se de um símbolo imposto – em certos contextos históricos – a determinadas condiç­ões locacionais, que acaba por atuar como um qualificativo local básico no processo de sua valoração. Enfim, o sertão não é uma materialidade da superfície terrestre, mas uma realidade simbóli­ca: uma ideologia geográfica. Trata-se de um discurso valorativo referente ao espaço, que qualifica os lugares segundo a menta­lidade reinante e os interesses vigentes neste processo. O objeto empírico desta qualificação varia espacialmente, assim como variam as áreas sobre as quais incide tal denominação. Em todos os casos, trata-se da construção de uma imagem, à qual se asso­ciam valores culturais geralmente – mas não necessariamente – negativos, os quais introdu­zem objetivos práticos de ocupação ou reocupação dos espaços enfocados".

In: Antonio Carlos Robert Moraes, «O Sertão», Terra Brasilis [Online], 4 - 5 | 2003, posto online no dia 05 novembro 2012, consultado o 14 dezembro 2023. URL: http://journals.openedition.org/terrabrasilis/341; DOI: https://doi.org/10.4000/terrabrasilis.341

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Edição Atual

v. 5 n. 9 (2026): Global, Regional, Local
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O dossiê tem como proposta discutir as relações entre o Global, o Regional e o Local, na perspectiva histórica, geográfica e demais áreas afins. A partir do entendimento de que existem campos do conhecimento do saber historiográfico definidos como História Global, História Regional e História Local, enquanto objetos de estudo, abordagens e elaboração de categorias analíticas, e de que os conceitos Global, Regional e Local não são categorias essencializadas, mas sim históricas. Nesse sentido, serão aceitos artigos e resenhas que discutam as questões expostas. As conexões, rupturas, comparações entre espacialidades; as articulações entre o global e o local; as relações entre regiões e as dinâmicas culturais, processos econômicos, diaspóricos, conflitos e migrações. O Regional enquanto componente que o diferencia: trabalha a localidade, no caso o recorte definido enquanto região como um sistema, como uma totalidade social, existente no espaço, que se liga a outra espacialidade mais ampla. Escrever a História Regional, portanto, não é entender o regional como o oposto de global, nem é pensar a região como escala seguinte ao local.

Publicado: 27.10.2026
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