Narrativa do medo e da destruição

o papel dos jornais O Povo e O Estado no massacre do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47295/serth.v5i9.2473

Palavras-chave:

Caldeirão. Campesinato. Imprensa.

Resumo

O Caldeirão de Santa Cruz do Deserto (1926-1936) configurou-se como um dos maiores movimentos camponeses do Ceará, reunindo migrantes e camponeses sob a liderança de um beato no Cariri. Sua organização socioeconômica, que desafiava a lógica da exploração capitalista e a ordem oligárquica, logo foi percebida pelas elites e pelo Estado como uma ameaça à ordem social. Este artigo investiga o papel da imprensa cearense no processo de destruição do sítio, com foco nos jornais O Povo e O Estado, veículos que demonstravam alta frequência de cobertura. A partir da análise de discurso e da retórica de dezenas de matérias publicadas no período, argumentamos que a imprensa atuou como agente de convencimento e persuasão. A narrativa de perigo e a construção midiática de um inimigo social nos periódicos legitimaram a ação violenta do Estado, contribuindo ativamente para a destruição do Caldeirão.

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Fontes

Jornais O Povo e O Estado, consultados na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional

Capa

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Publicado

27.10.2026

Como Citar

Duarte Rocha Santos, H. F. (2026). Narrativa do medo e da destruição: o papel dos jornais O Povo e O Estado no massacre do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto. Sertão História , 5(9), 96–121. https://doi.org/10.47295/serth.v5i9.2473